Esquecida há anos, a região Central volta a despertar o interesse por quem busca um imóvel para alugar. Esse comportamento está retratado nos últimos dados do mercado de locação imobiliária disponibilizados pelo o Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), de novembro de 2025. De cada cinco contratos comerciais fechados, quatro foram de aluguéis no Centro de Curitiba.
O levantamento mostra que Curitiba manteve ritmo de estabilidade no período, impulsionado principalmente pelo interesse dos investidores. Integrante do Sindicato da Habitação e Condomínio do Paraná (Secovi-PR), o Inpespar revela que a Locação Sobre a Oferta (LSO) residencial atingiu 20,4% no mês, alta de 1,3 ponto percentual (p.p.) em relação a outubro e de 3 p.p. no comparativo com novembro de 2024.
Na média trimestral, o LSO residencial de 2025 ficou em 19%. O índice é 1,4 p.p. superior ao registrado em 2024 e 0,4 p.p. acima do mesmo período de 2023, confirmando a constância do mercado de locação na capital paranaense.
Revitalização: de cada 4 cinco contratos ficam no Centro de Curitiba
Assim como no mercado de vendas, a locação comercial recebe o impulso dos programas da Prefeitura de Curitiba voltados à revitalização da região central da cidade, o que contribuiu para a performance do segmento. Em novembro, o Centro respondeu por 23,3% dos contratos firmados com finalidade comercial, seguido por Batel (9,7%), Água Verde (8,7%) e Vila Izabel (7,8%).
“Hoje, de cada quatro ou cinco imóveis comerciais locados em Curitiba, um está no Centro. É um movimento que não víamos com tanta intensidade há algum tempo e que está diretamente ligado a um ambiente mais favorável”, analisa Luciano Tomazini, presidente do Inpespar e vice-presidente de Economia e Estatística do Secovi-PR.
Em novembro, a locação de conjuntos comerciais, por exemplo, subiu de 6,8% para 7,9%. A de barracões, ainda no segmento de imóveis comerciais, registrou alta de 0,8%, com o índice ficando em 12,2%.
“O ticket médio da locação segue em trajetória de alta e isso demonstra que o mercado está, de fato, locando imóveis. Existe demanda, e as unidades que estão corretamente precificadas e em boas condições são absorvidas pelo mercado”, avalia Leonardo Baggio, vice-presidente do Inpespar. Ele revela um incremento de 18,3% sobre o ticket médio do aluguel residencial em novembro de 2025 (R$ 2.357) no comparativo com o igual período de 2024.
No segmento comercial, a LSO foi de 6,6% em novembro, queda de 2 p.p. em relação a outubro, mas ainda 0,6 p.p. acima do índice registrado no mesmo mês de 2024. Na média trimestral, o LSO comercial foi de 7,2%, desempenho 0,5 p.p. superior ao de 2024 e 0,9 p.p. acima do igual período de 2023.
Aluguel de apartamentos studio cresce na capital
Entre as tipologias de imóveis voltados à moradia, os apartamentos do tipo studio registraram alta expressiva, com a LSO da categoria saltando de 2,1%, em outubro, para 11,1%, em novembro. O tempo médio de locação, por sua vez, caiu de 29 para 20 dias. As residências de três dormitórios também se destacaram, avançando de 26,8% para 37,9% no período.
Assim como no segmento comercial, os imóveis localizados no Centro de Curitiba lideram a lista dos bairros mais procurados para moradia, com 12,8% das locações efetivadas. Em seguida, aparecem Água Verde (6,8%), Portão (5,0%) e Bigorrilho (3,5%).
A inadimplência dos inquilinos segue estável, na casa de 1%, refletindo o investimento das imobiliárias na análise criteriosa, segura e confiável, que contribui para qualificar os inquilinos e para prevenir atrasos no pagamento do aluguel superiores a 30 dias.
Segundo o Ministro das Cidades, Jader Filho, os juros do financiamento do MCMV já estão nas mínimas históricas atualmente.
Cidade concentra preços muito acima da média de outros municípios do Brasil, conforme Índice FipeZap.